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Manual Sobre a Construção e Instalação do Aquecedor Solar Composto de Embalagens
Descartáveis
(Lixo Vira Água
Quente)
Elaborado por: José Alcino Alano e
Família
e-mail :
josealcinoalano@ibest.com.br
Cidade: Tubarão - Santa Catarina
*(Publicação, neste site,
gentilmente autorizada pelo Sr. José Alcino}
Para baixar ou imprimir este manual, acessem:
http://josealcinoalano.vilabol.uol.com.br/manual.htm

Sumário
1-
Apresentação
1.1-Histórico
1.2-Finalidade
1.3-“Cuidados
especiais”
2-
Como funciona um Aquecedor
Solar
2.1-Circulação por termo sifão
2.2-Circulação forçada
3-
Produzindo os componentes do
conjunto
3.1-Passo a passo na construção do coletor
solar
3.2-Caixa d’água ou
reservatório
3.3-Isolamento térmico da caixa ou
reservatório
4- Tópicos
referentes à instalação do conjunto
4.1-Dimensionar o projeto conforme o consumo e região do
país
4.2-Suportes de fixação para o coletor e da caixa ou
reservatório
4.3-Isolamento térmico dos dutos de cima do coletor, até
a caixa ou reservatório
4.4-Distância entre a caixa ou
reservatório
4.5-Misturador de água quente/fria, simples mas
prático
4.6-Instalação do controle eletrônico de
temperatura ao chuveiro
4.7-Tempo necessário de exposição solar com eficiência
térmica
5-
Considerações finais
1-Apresentação
1.1-Histórico
Somos conscientes das facilidades e conforto que toda essa gama de
embalagens nos proporciona, mas é
visível o impacto ambiental que causam quando descartadas de maneira errada e
irresponsável. Com o propósito de dar um destino útil às embalagens pet , caixas
tetra pak, bandejas de isopor, sacolas plásticas, etc., surgiu-nos a idéia de
aplicá-las num aquecedor solar alternativo, em sintonia com nossa preocupação na
adoção, sempre que possível, por sistemas ecologicamente corretos.
1.2-Finalidade
Economizar energia elétrica, beneficiar o
meio ambiente com uma reciclagem direta sem qualquer processo industrial nos
descartáveis, nosso projeto tem também como objetivo, conscientizar a todos de
que todas essas embalagens (pós-consumo) podem ter aplicação útil no lado
social. O registro junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial)
se fez necessário para garantir a finalidade social e, que se Deus quiser,
juntos conseguiremos proporcionar uma melhor qualidade de vida ao maior número
possível de pessoas, com um pouco mais de conforto e dignidade. Nosso propósito,
jamais foi o de extrair dividendos na comercialização do mesmo, mas sim, quem
sabe, gerar renda e empregos em cooperativas de catadores, instituições, etc.
Através dos contatos pessoais e do grande número de e-mails que recebemos, são
claras as preocupações das pessoas, tanto com o meio ambiente quanto aos
problemas sociais que muito nos afligem, porém dispostas a se envolverem não só
com o nosso projeto, e sim, com tudo que contribua com o consumo sustentável e
inclusão social. Talvez pela simplicidade do projeto, o mesmo vem sendo
implantado por ongs, universidades, empresas, clubes de serviços, em várias
instituições e habitações de famílias com baixa renda. Convocamos aqueles que
não queiram instalar o nosso projeto e que tenham melhor poder aquisitivo, a
instalarem outro tipo de Aquecedor Solar. Há excelentes sistemas no mercado.
Desfrutem dessa energia
gratuita e integrem-se também aos que vêem o planeta como um todo, adotando como
filosofia á preservação do meio ambiente. Esse ecossistema frágil que não deve
ser agredido, sob pena de respostas nada frágeis. Não é possível
que sejamos tão imediatistas e irresponsáveis, ao extremo de comprometermos os
destinos não só dessa, mas principalmente das futuras gerações.
Recomendamos o livro “Mundo Sustentável”, do jornalista André Trigueiro,
recém lançado
1.3- “Cuidados especiais”
Observação importante se faz necessária no cuidado que devemos ter no manuseio com as garrafas pet, caixas tetra pak, enfim, com o lixo como regra. As precauções são quanto à procedência das embalagens, com o propósito de evitarmos o contágio de doenças extremamente graves, um exemplo o contato com a urina de ratos, que causa a leptospirose. Em caso de dúvidas informe-se junto à vigilância sanitária, secretaria de saúde de seu município ou com pessoas qualificadas sobre os cuidados necessários.
2-Como funciona um Aquecedor
Solar
2.1-Circulação por termo sifão
O principio de funcionamento
por termo sifão é o que melhor se adapta á sistemas simples, como ao nosso
projeto. Desde que, tenhamos a possibilidade de instalarmos o coletor solar com
a barra superior do coletor, ligada ao retorno de água quente (9), sempre abaixo
do nível inferior (fundo) da caixa ou reservatório, como indica o diagrama nº1,
mas que nunca ultrapasse
Diagrama nº 1

2.2-Circulação forçada
Sistema em que o coletor fica mais alto do que a caixa ou reservatório, um exemplo é o aquecimento de piscinas. O sistema é dotado de um termosensor, responsável pelo acionamento de uma motobomba. Ou seja, assim que o coletor solar estiver produzindo água quente e atinja a uma temperatura pré-estabelecida, o termosensor aciona a motobomba efetuando a troca de água quente pela fria no coletor. Faz-se necessário á instalação de uma válvula de retenção (5), para que nos horários sem radiação solar sobre o coletor, evite o ciclo inverso, já que a água do coletor está fria e mais pesada do que a água da piscina, caixa ou reservatório, senão o coletor funcionará como um dissipador de calor, o que esfriará toda água quente armazenada ou sendo aquecida por aquecimento elétrico complementar, quando disponível no sistema.
Diagrama nº 2

3-
Produzindo os componentes do conjunto
3.1-Passo a passo na
construção do coletor solar
O coletor solar é o componente que merece especial atenção, por ser o mesmo responsável direto, para o bom desempenho de um sistema de aquecimento solar.
Nosso coletor solar
diferencia-se dos demais, no que tange aos materiais utilizados na sua
construção e rendimento térmico. Com intuito de baixar custos, utilizamos nas
colunas de absorção térmica, tubos e conexões de PVC, menos eficiente do que os
tubos de cobre ou alumínio aplicados nos coletores convencionais. As garrafas
pet e as caixas tetra pak, substituem a caixa metálica, o painel de absorção
térmica e o vidro utilizado nos coletores convencionais. O calor absorvido pelas
caixas tetra pak, pintadas em preto fosco, é retido no interior das garrafas e
transferido para a água através das colunas de PVC, também pintadas
Obs.: Cuidado também com a caixa d’água ou
reservatório, se os mesmos forem de materiais com limites de temperatura .
3.1.1-Escolha das garrafas pet,
como e qual tamanho cortá-las
Três são os tipos de garrafas que utilizamos na construção do mesmo, dando preferência às garrafas transparentes (cristal) lisas (retas), cinturadas de Coca e de Pepsi.
Estamos testando
algumas garrafas verdes, que aplicamos num coletor solar e com os resultados
alcançados semelhantes ás do tipo cristal. Como a cor verde absorve calor,
supostamente causará a degradação da garrafa mais rapidamente, comprometendo a
sua transparência. Mas queremos deixar claro que não temos a confirmação de
tal degradação, já que as utilizamos a pouco tempo. Como informação, o primeiro
coletor solar que instalamos em nossa residência, foi feito com garrafas lisas
(retas) tipo cristal, e completou em Abril de 2006 três anos e
meio. Nota-se que as mesmas apresentam dilatações entre as garrafas,
prejudicando a vedação entre elas, o que não ocorreu com o outro coletor feito á
três anos, com garrafas cinturadas (Coca, Pepsi, Sukita).
O tubo de 29cm servirá de medida para o corte das garrafas lisas e as de Pepsi e o tubo de 31cm, apenas para o corte das garrafas de Coca. Fotos abaixo :
Sugestões: após o consumo do refrigerante, lavem a
garrafa e deixe escorrer a água. Leve à geladeira por 2min sem a tampa e
ao retirar da geladeira, tampe-a rapidamente. O ar frio no interior da garrafa
voltando à temperatura ambiente, causará o aumento do volume, pressurizando a
mesma e eliminando o risco de auto-amassar-se quando guardada em lugar frio, até
a sua aplicação no coletor solar.
Obs.: Nessa operação protejam-se com óculos de proteção, luvas, avental, e em local longe o suficiente de outras pessoas, especialmente crianças.
3.1.2- Caixas tetra pak de
As caixas tetra pak têm em
sua composição, 5% de alumínio, 20% de polietileno e 75% de celulose, o que
dificulta sua coleta como apenas papel, exigindo portanto equipamentos especiais
na separação desses três materiais. São poucas as empresas especializadas em tal
processamento, o que desestimula os catadores, apesar de campanhas do principal
fabricante (Revista Superinteressante Julho/2004, página 79). A aplicação delas
em nosso projeto oferece excelentes resultados, pois a combinação dos três
materiais evita que se deformem na temperatura a que serão submetidas, dentro
das garrafas, ao contrário se optássemos por papel comum. Vale lembrar que,
quando vazias as caixas devem ser abertas na parte de cima, lavadas e deixadas a
escorrer a água.
Obs.: Não usem tinta com brilho, pois comprometerá o desempenho do coletor, uma vez que os raios solares serão em parte refletidos.
Fig.
1
Fig.
2
Fig. 3

Fig.
4
Fig. 5

3.1.3-
Corte, pintura dos tubos, e montagem do
coletor
Os tubos das colunas do coletor solar, devem ser cortados de acordo com os tipos de garrafas disponíveis. Vejam abaixo à medida que melhor se enquadra:
92cm- para colunas com 4 garrafas retas
100cm- para colunas com 5 garrafas cinturadas (Pepsi,Sukita)
105cm- para colunas com 5 garrafas de Coca
O motivo de aplicarmos no máximo 5 garrafas por coluna, visa não dificultar a instalação do coletor solar em relação à altura da caixa d’água ou reservatório, conforme abordado no item 2.1- Circulação por termo sifão, pois aqui no sul do país exige-se uma maior inclinação em razão da latitude local. Citamos como exemplo Tubarão/SC, cidade onde moramos a latitude é 28º28’ S, enquanto que em Fortaleza, a latitude é 3º43’ S.
Voltaremos ao assunto no item 4-Tópicos referentes à instalação do conjunto.
Antes de pintarmos os tubos
das colunas com a mesma tinta aplicada nas caixas, devemos isolar com fita crepe
de 19mm as 2 extremidades, onde depois de pintados e a tinta seca, retira-se á
fita para o devido encaixe nas conexões tipo tee. Os tubos de 20mm de
distanciamento entre colunas, devem ser cortados com 8,5cm e sem pintura. Medida
padrão a todos coletores, não importando os tipos de garrafas.
Evitem dores de cabeça, a qualidade de todos os materiais aplicados no projeto é fundamental. Fiquem atentos, algumas formas de economizar podem custar caro.
Ao iniciarmos a montagem do coletor solar, devemos proceder à colagem das três peças da Fig.1, repetindo a operação no número de colunas do coletor solar. Colem um conjuntinho ao outro até formar 5 colunas. Em seguida insiram as garrafas e as caixas tetra pak (fig.2) nas 5 colunas, não esquecendo de fechar a última garrafa de cada coluna, cortando outra garrafa, mas na parte de cima, do lado da tampa. A seguir, com o barramento inferior previamente montado (Fig.4), é só encaixar e fechar esse módulo. Recomendamos que para regiões muito frias, devemos preencher a parte de baixo, entre a garrafa e a caixa tetra pak (Fig.3), com algum tipo de isotérmico que não absorva umidade (exemplos: rótulos plásticos, sacolas plásticas).
A razão de optarmos por
módulos de 5 colunas, é quanto ao manejo, torna-o extremamente fácil carregá-lo
até o local de instalação.
Para uma melhor visualização, montaremos a seguir, passo a passo com fotos, 2 colunas de um coletor solar:
Fig.1
Fig.2
Fig.3

Fig.4
Fig.5
Fig.6
Duas colunas (Fig.6) com 4 garrafas retas montadas.
3.2- Caixa d’água ou
reservatório
A própria caixa d’água
existente no local, pode ser aproveitada no fornecimento de água quente e fria,
desde que a mesma tenha a capacidade igual ao dobro da água a ser aquecida.
Tomaremos como exemplo uma família com 4 pessoas, onde o consumo médio diário é
de mais ou menos
Porque
reduz a turbulência ? O jato d’água liberado pela bóia através
do item 2, é dirigido até o fundo do item 3, causando um turbilhonamento no
interior do mesmo, retornando para cima, mas liberando a água pelo os furos
laterais. Essa água liberada do
item 3, já atenuada, é dirigida ao
fundo da caixa, através do tubo de 100mm, item 4, devidamente recortado em forma
de dente de serra (dentes em média de 20mm), apoiado no fundo da caixa e
encostado à parte de baixo da bóia.
Diagrama nº 3:

Se possível, instalem
os pontos de consumo próximos à caixa ou reservatório, o que diminuirá o
desperdício de água na tubulação, até que chegue a água quente no
local. Sendo a caixa ou reservatório responsável por acumular a água
quente, faz-se necessário um bom isolamento térmico. Nos acumuladores
convencionais de mercado, usam-se isotérmicos de alta eficiência. Tais
acumuladores, em sua maioria dispõem de aquecimento complementar com energia
elétrica ou a gás, para os dias encobertos ou chuvosos, controlados por
termostatos que acionam este recurso sempre que a água fique com a temperatura abaixo do
pré-estabelecido pelo usuário. O nosso projeto por ter a característica de
torná-lo viável economicamente a todos, não dispõe desse aparato, sendo os
mesmos substituídos por chuveiro comum, mas com o recurso de um controlador com
ajuste eletrônico de temperatura, conectado em série à entrada de energia
elétrica do chuveiro. Comum no mercado, ele facilita a regulagem da
temperatura ideal de banho, sem a necessidade de variar o fluxo de água no
registro.
Mais um detalhe importante, gastamos energia elétrica somente na água consumida.
O aproveitamento de materiais
disponíveis basicamente em todas as regiões, será de extrema importância.
Aplicamos em nosso projeto, uma caixa plástica de
3.3- Isolamento térmico da caixa
ou reservatório
Quanto ao isolamento térmico, há inúmeras opções. Dentre tantas destacamos o isopor encontrado em diversas embalagens de supermercados, dessas que vem com frios (ex.com queijo, presunto, etc.), em eletrodomésticos/eletrônicos e também as bolsas plásticas, papéis, como sendo uma alternativa para quem reside no meio urbano. Em outras regiões temos também ótimos isotérmicos, ou sejam: serragem, cascas de trigo, cascas de arroz, grama seca, etc.. Mas sem umidade. Podemos encher caixas tetra pak de 1L com esses isolantes, fechando-as novamente, resultando cada uma num bloco isotérmico. Para fixarem esses blocos na caixa ou reservatório usem cola ou fita adesiva, enfim do modo que você achar melhor, tomando o cuidado de preencherem os espaços entre as caixinhas, quando fixadas em recipientes redondos ou de cantos arredondados, com sacolas plásticas, papéis, etc.. Vale alertar que se a caixa ou reservatório ficar ao ar livre, deverá a mesma ter uma proteção (lona plástica) contra a umidade, ou caso contrário, esse tipo de isolamento térmico será danificado. Ele é mais recomendado, quando possível, embaixo do telhado. Como a reposição de água fria é feita no fundo da caixa ou reservatório, não é necessário o isolamento térmico desse local. Outro tipo de isolamento térmico simples e eficaz, porém mais caro, é colocarmos uma caixa d’água dentro de um compartimento feito de madeira, tijolos, ou mesmo dentro de uma outra caixa maior, com folga suficiente nas laterais de no mínimo 6cm, para o devido preenchimento com qualquer um dos isolantes acima citados. Não devemos esquecer que é obrigatório o isolamento da tampa da caixa, e apliquem o isolamento térmico, somente após ter feito todos os furos e ligações necessárias à instalação do conjunto.
4-Tópicos referentes à instalação do
conjunto
4.1- Dimensionar o sistema conforme o consumo e região
do país
Ao botar em prática o projeto
em outubro de 2002, construímos um coletor solar com 100 garrafas pet, 100
caixas tetra pak de
1) O item 7-pescador de água fria, do Diagrama nº1, é uma alternativa
interessante, que tem como função variar o volume de água a ser aquecida. Nada
mais é do que uma curva de PVC com um pedaço de tubo, acoplados ao flange que
leva a água fria até coletor solar. Com esse recurso, o volume de água abaixo do
nível escolhido não será aquecido, dando-nos a opção de escolhermos a quantia e
a temperatura que desejarmos. Opção ótima num protótipo como laboratório em
experiências escolares.
2) O item
6-pescador de água quente, do Diagrama nº1, deve ser
feito com uma mangueira de borracha, dessas usadas em máquinas de lavar louças,
ou com eletroduto flexível amarelo. Sua função é a de acompanhar a
variação do nível da água, coletando sempre da parte mais quente. Fixe uma ponta
ao flange da saída para consumo e a outra ponta a uma bóia, com o tamanho
suficiente para manter o pescador em cima do nível superior. Para evitarmos
problemas no coletor solar com a falta d’água de reposição, devemos limitar a
descida do pescador de água quente,
sempre acima do nível de retorno da água quente do coletor solar.
Com este simples desenho, procuramos dar uma idéia de
como funcionam ambos os pescadores.

Diante ao exposto, sugerimos
que cada um encontre o dimensionamento mais próximo às necessidades de consumo
em cada habitação, pois cada projeto requer a observação de diversos fatores.
Exemplos : 1) Posição do coletor solar em relação ao norte geográfico
2) Inclinação do coletor solar em relação à latitude
3) Região e local a ser instalado
4) Procurem instalar uma torneira bóia de alta vazão, já que a mesma
repõe a
água consumida rapidamente.
Obs.: Para encontrarem a latitude que você precisa ou mora, acessem o site: www.aondefica.com
Sobre os furos a serem feitos
na caixa, sugerimos como simples referências, os

4.2- Suporte de
fixação do coletor solar
Fica a critério de cada um o
material a ser usado como suporte de fixação do coletor solar, mas indicamos que
pelo menos os dois barramentos sejam amarrados a barras de cano galvanizados de
¾, ou a algo que garanta o alinhamento do coletor. Para evitarmos que
bolhas de ar comprometam a circulação da água no coletor, é necessário um
desnível de
Digrama nº
4

Caso queiram fixar direto sobre o telhado sem levar em conta a latitude
local, deverão instalar o coletor solar com no mínimo 10º de inclinação e
voltado para o norte geográfico o mais próximo possível, e que terão de aumentar
a área quadrada de absorção solar, ampliando o coletor para compensar a perca
por posicionamentos. É oportuno
ressaltar que quase todos os problemas de eficiência térmica de qualquer
aquecedor solar, deixam de existir à medida que nos aproximamos do norte e
nordeste. Ao darmos a preferência pelo sistema de circulação por
termo sifão, é obrigatório que o fundo da caixa ou reservatório térmico, fique
sempre acima em relação á parte superior do coletor solar (conforme item 2.1-
Circulação por termo sifão), o que cabe a cada um escolher a melhor alternativa
para o local, sem esquecer que ao falar em caixa ou reservatório, estamos
falando de peso, portanto mais uma vez, não improvise em lugares duvidosos que
possam ruir e causar sérios problemas. (Lembre-se que cada litro d’água pesa 1
quilo)
4.3-
Isolamento térmico dos dutos de cima do coletor, até a caixa ou
reservatório
Envolvemos o barramento superior do coletor e o tubo que leva água quente até a caixa, com isopor, prendendo o mesmo aos tubos com tiras cortadas de garrafas pet verde. Obs.: O isopor não resiste por muito tempo exposto ao sol. Nos últimos projetos instalados, não isolamos mais o barramento superior, apenas pintamos com tinta preto fosco, da mesma utilizada no restante do projeto. O resultado é o mesmo e simplifica bastante. Mas não pintem o barramento inferior.
4.4-
Distância entre o coletor e a caixa ou reservatório
O mais
próximo possível, pois diminui o esfriamento da água no tubo de retorno até a
caixa.
Atentem
para este projeto compacto.

4.5- Misturador de água quente/fria, simples, mas prático
Se no local a ser implantado
o sistema de aquecimento solar, existir instalações para água quente e fria,
requer apenas proceder á ligação da caixa ou reservatório, à instalação de água
quente. Mas onde a distribuição de água do imóvel é somente com água fria,
sugerimos um misturador muito simples e eficiente, construído com tubos e
conexões
O diagrama nº5, detalha o misturador de uma forma objetiva :
Diagrama nº 5

4.6- Instalação
do controle eletrônico de temperatura ao chuveiro elétrico
As razões da instalação do controle eletrônico ao chuveiro elétrico, foram descritas no item (3.2- Caixa d’água ou reservatório). Quanto ao esquema de ligações do controle eletrônico, existem no mercado diversos modelos e marcas, contendo todos as instruções de instalação no mesmo.
4.7- Tempo necessário de exposição solar com eficiência
térmica
O aquecedor solar em dias ensolarados, atinge a temperatura máxima, após 6h no verão e após 5h no inverno. Somente a partir das 10 horas da manhã, é que começamos a notar o aumento da temperatura da água. Mesmo em dias encobertos, mas não chuvosos e dependendo da região, pode ter um rendimento satisfatório e parcial economia de energia elétrica.
5-Considerações
finais
Com esse simples projeto, esperamos contribuir na conscientização das pessoas, o que juntos poderemos fazer pelo meio ambiente e pelo os graves problemas sociais. Imaginem o volume de caixas tetra pak, garrafas pet e outros descartáveis, que poderemos tirar do meio ambiente, com a reciclagem direta na aplicação no aquecedor solar, ou em outros projetos existentes como, na fabricação de telhas, mantas térmicas, tubos para esgoto, vassouras, etc.,.
Pesquisem nos sites de busca sobre Aquecedor Solar, e encontrarão excelentes páginas sobre o assunto.
Conheçam um pouco de nossa cidade Tubarão, acessando : www.tubarao.sc.gov.br
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